O idoso no mercado imobiliário

O_idoso_no_mercado_imobiliário

Estamos experimentando um novo fenômeno em nosso país: os brasileiros estão vivendo mais. De acordo com o IBGE, a quantidade de pessoas com 65 anos ou mais já ultrapassa a marca de 14 milhões, e a tendência é de que este número continue crescendo pelos próximos anos, alterando as características demográficas do país.

O aumento significativo desta faixa etária tem impactado não só na rotina das famílias, mas também na dinâmica do mercado imobiliário que começa a voltar o seu olhar para este público de consumidores em potencial e que apresenta demandas bem específicas, sobretudo, no segmento de imóveis.

A atuação mais ativa do idoso na área social e econômica é uma realidade cada vez mais presente. Várias empresas já estão se antecipando e investindo em imóveis que se adaptam  às necessidades desta parte da população. Hoje, o nosso mercado já apresenta até empreendimentos com consciência gerontológica. Você já ouviu falar neste termo?

Vemos surgir projetos que levam em consideração a qualidade de vida, o conforto e, sobretudo, a segurança dos idosos, com unidades sendo planejadas com espaços mais amplos, melhor iluminação, banheiros adaptados com corrimão nos boxes e paredes, ausência de degraus, portas e elevadores mais largas e maiores, pisos antiderrapantes, entre uma série de facilidades. São essas algumas das adequações nestes empreendimentos com consciência gerontológica, ou seja, imóveis que valorizam e respeitam as especificidades da terceira idade.

Vale ressaltar que esta é uma realidade sem volta, pois ainda de acordo com IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros em 2020 será de 76,1 anos e em 2050 deve chegar a 81,3 anos, logo, temos que estar preparados para atender a este nicho de mercado.

É preciso compreender que estes consumidores são bem mais exigentes, têm mais experiência de vida e já superaram as fases de incertezas comuns à juventude. Isto requer um corretor de imóveis mais capacitado, com informações mais precisas e seguras.

Alia-se ainda a estas características a necessidade de um corretor mais paciente frente às especificidades próprias da idade desse público. Em resumo, devemos ter a preocupação com um atendimento mais humanizado.

Estar atento à infraestrutura do imóvel é fundamental, mas compreender o perfil desse cliente, as suas necessidades é  ainda mais preponderante.

Muitas vezes, envelhecer em nossa sociedade assume o significado de inatividade e passividade. Mas o que vemos na prática é uma terceira idade cada vez mais ativa e com mais vontade de viver. São homens e mulheres que se organizam em grupos, que programam viagens, que estão cheios de vida e disposição.

Precisamos aprender a olhar para além de números, e não valorizar apenas o potencial de consumo desta população. É necessário enxergar a pessoa idosa como ser humano, respeitando a riqueza da experiência acumulada.

O corretor de imóveis, que tiver a sensibilidade e a capacidade de identificar esses diferenciais neste público, pode ter certeza de que será um profissional muito mais qualificado e apto a atender bem qualquer tipo de pessoa.

E você, como tem sido o seu comportamento durante o atendimento a este potencial cliente? Tem percebido o aumento na demanda deste perfil no mercado imobiliário? Já havia pensado na necessidade deste atendimento mais humanizado?

Interaja conosco e conte-nos um pouco da sua experiência.

——-
Gostou das dicas? Sabia que você pode receber o nosso conteúdo diretamente em seu e-mail?
Basta assinar o nosso “Fique por dentro”. Dessa maneira você fica atualizado com as principais novidades, análises e notícias do mercado imobiliário.

SOBRE O AUTOR

Guilherme Machado Corretor de Imóveis, Palestrante, Coach, Mestrando em Neuromarketing pela FCU - Florida Christian University/EUA. Especialista em vendas, liderança e negociação com certificação pela University of Michigan/EUA. Com mais de 18 anos de vendas, já transformou mais de 1,5 milhões de profissionais no Brasil com seus cursos, vídeos e palestras.

Deixe seu comentário!