SÃO PAULO – O bairro carioca do Leblon registrou o metro quadrado mais caro entre 16 municípios brasileiros pesquisados pelo Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, divulgado nesta segunda-feira (4).

De acordo com o levantamento, o metro quadrado no bairro carioca ficou em R$ 20.451 em janeiro, 69,02% maior que o metro quadrado mais caro encontrado na cidade de São Paulo, no bairro de Vila Nova Conceição, cujo valor médio foi de R$ 12.100. Entre as 16 cidades analisadas, o menor metro quadrado mais caro foi encontrado na Praia da Costa, em Vila Velha – ES, de R$ 3.700, uma diferença de 452,73%, em relação ao Leblon.

Veja na tabela abaixo os bairros mais caros nos 16 municípios pesquisados pelo Índice FipeZap.

Metro quadrado no Leblon ficou em R$ 20.451 (Getty Images)
Rio de Janeiro
Considerando apenas os bairros da cidade do Rio de Janeiro, o metro quadrando no bairro do Leblon ficou 15,41% acima de Ipanema, o segundo colocado na cidade, com metro quadrado em torno de R$ 17.720. Na comparação com o valor mais barato da cidade, Pavuna, o metro quadrado é 969% maior, conforme é possível observar na tabela a seguir:
Geral

Em janeiro, o preço do metro quadrado nacional ficou em R$ 6.350, 0,9% maior que o valor apurado em dezembro do ano passado. No período, a cidade de Fortaleza foi a que registrou o maior aumento nos preços, de 3,4%, enquanto Brasília (-0,1%) e Recife (-0,3%) apresentaram recuos.

O Rio de Janeiro continua com o metro quadrado mais caro do país, R$ 8.711, seguido por São Paulo (R$ 6.922), Niterói-RJ (R$ 6.477) e Brasília (R$ 6.372).

Na quinta posição está o Recife (R$ 5.109), aparecendo na sequência as cidades de Belo Horizonte (R$ 5.014), Fortaleza (R$ 4.912), São Caetano do Sul-SP (R$ 4.760), Florianópolis (R$ 4.436), Porto Alegre (R$ 4.303), Santo André-SP (R$ 4.121), Salvador (R$ 4.041), São Bernardo do Campo-SP (R$ 3.929), Vitória (R$ 3.881), Curitiba (R$ 3.722) e Vila Velha-ES (R$ 3.440)

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Post originalmente publicado em InfoMoney.

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2 comments
  1. Prezado Guilherme,
    Aqui no Rio de Janeiro estamos passando por um período de muita especulação acerca dos preços dos imóveis. Na avaliação dos imóveis usados está sendo usado o critério de valorização por M² assim como é feita nos Empreendimentos em Lançamento.
    Uma forma equivocada de avaliação tendo em vista que na avaliação de um imóvel usado são vistos outros fatores como localização, metragem e estado de conservação. O resultado disso é que muitos imóveis estão muito acima do valor que realmente valem dado ao seu estado de conservação. Na Zona Sul é difícil encontrar um imóvel antigo que não precise de obras.
    Reforço aqui que os Corretores de Imóveis devem ser seguros em suas avaliações e não ter a insegurança, e até o medo de dizer ao Proprietário que o imóvel não vale o que o dono está pensando que vale. Argumentar sobre o preço sempre apresentando fatos e dados que reforçam seu posicionamento é fundamental e valoriza o Profissional. Dar o preço justo e acertado acelera a venda resolvendo o problema do Cliente, dos Comprador e do Corretor que receberá mais rapidamente seus honorários.
    Mas o que acontece é que os Corretores para não perder a possibilidade da opção de venda. Não argumentam com os Proprietários acerca do preço. Na maioria das Imobiliárias existem metas por opção, então o Corretor tem que colocar qualquer coisa para vender a qualquer custo, caso contrário não entra no Plantão.
    No Rio a realidade é a seguinte. O Proprietário pesquisa o Mercado, faz cotações e solicita avaliações de várias imobiliárias. Algumas imobiliárias supervalorizam o imóvel numa espécie de leilão para ganham a opção de venda. Então o Proprietário recebe o preço das avaliações, acha que esse é o valor real e não quer pagar a comissão do Corretor. Se o Corretor quiser divulgar a venda do imóvel deve adicionar ao preço o valor de Comissão resultando em sobrepreço e inviabilizando muitos negócios.
    Para que a venda seja feita muitos Corretores estão abrindo mão de parte de suas Comissões resultando na desvalorização do Profissional no Mercado. A Tabela do Creci-RJ autoriza nossos Honorários em 6%, mas muitos estão trabalhando por honorários muito abaixo disso.
    Os Corretores no Rio de Janeiro precisam se unir mais e valorizar mais o seu trabalho e para dar mais realidade a tais pesquisas e índices de mercados que a cada dia estão surgindo.

    Boa sorte e Sucesso a todos.
    Que Deus nos proteja.

    André Mantuano.

    1. Olá André Mantuano,

      Gosto muito de sua participação aqui no blog. Você sempre traz avaliações conscientes e relevantes sobre o mercado do Rio de Janeiro. Isto é importante para a valorização do nosso segmento.

      Como você bem apontou muitos são os pontos a serem observados pelo profissional da intermediação. Mais do que nunca uma carreira bem sucedida se constrói nos detalhes.

      Parabéns por este posicionamento tão consciente sobre o papel do corretor e pelas análises contundentes do mercado.
      Juntos somos fortes.

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