Evolução do Mercado Imobiliário: do Intermediador ao 4.0

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Com a crise da Bolha Imobiliária que teve início em 2007  Estados Unidos e que atingiu bruscamente o restante do mundo em 2008, o Mercado Imobiliário sofreu grandes impactos. 

Profissionais da área em todos os lugares foram impactados  pelos efeitos aterradores da crise.

Inovações tecnológicas, que andam a passos sempre largos, mudaram por completo as configurações do Mercado Imobiliário nos últimos anos.

Além das mudanças impostas pelo próprio ritmo das transformações tecnológicas, o ramo ainda passou longos anos tendo de lidar com as inconstâncias do cenário econômico, o que representou anos altos e baixos para os profissionais do setor. 

Contudo, com a recente melhora econômica, as previsões para os próximos meses têm animado muitos profissionais, que veem em 2020 um ano com muitas possibilidades. 

De fato, o Mercado Imobiliário tem sido fortemente afetado por novidades no setor de tecnologia, como aplicativos, visitas virtuais, automatização de processos… 

Há de se considerar ainda o crescimento do Marketing Digital, com suas inúmeras estratégias e ferramentas, tem sido o motor propulsor do crescimento de diversas áreas, incluindo a imobiliária. 

Afinal, a crescente importância dos nichos de mercado se deve, em muito, à evolução das estratégias de marketing e as incontáveis possibilidades de análise de dados, otimização de processos, direcionamento de anúncios, criação de nicho e de personas…

Portanto, entrar no Mercado 4.0 é o primeiro passo para que você possa vender menos e lucrar mais. 

Com a história do mercado imobiliário tão atrelada à própria história do nosso país, fica impossível dissociar o desenvolvimento do setor do desenvolvimento da economia nacional. 

A seguir, vamos a uma breve recapitulação da história do mercado imobiliário no Brasil para que você possa ter uma macro visão do cenário ao qual chegamos hoje. 

Mercado Imobiliário: como tudo começou

A história do Mercado Imobiliário está atrelada à própria história do Brasil.

Por isso mesmo é, até hoje, extremamente sensível à economia do país e ao que acontece com as principais taxas de juros e mudanças econômicas.

Mesmo que hoje em dia esta informação pareça quase óbvia, nem sempre foi assim.

Embora a moradia, desde os primórdios da humanidade, tenha sempre sido uma questão fundamental para sobrevivência da nossa espécie, o ramo imobiliário levou algum tempo para se estruturar no Brasil.

Em nosso país, cuja história econômica é repleta de altos e baixos mais variados, a figura do corretor de imóveis começou a ser desenhada na Era Colonial.

Durante o período em que o Brasil, colônia portuguesa, recebia os portugueses para colonização das terras, começou a haver uma migração das pessoas das zonas rurais mais afastadas para as zonas urbanas, e deu-se o início de formação das cidades.

Nesta fase havia a figura do Intermediador, que podemos chamar de antepassado do Corretor de Imóveis.

Com o final da escravidão no Brasil, situação que, através de uma série de situações históricas, já se antecipava, era necessária uma solução para substituir a mão de obra.

Uma vez que não se cogitava pagar aos negros para que trabalhassem, eles apenas eram dispensados – quando não seguiam como escravos nas fazendas trabalhando em troca de comida – e os imigrantes europeus os substituiam.

Desta forma, após uma série de medidas, como a Lei do Ventre Livre, por exemplo, abria-se espaço para uma intensa transformação social.

Após a promulgação da chamada Lei Áurea, que aboliu de vez a escravidão no país, houve, nas cidades, um crescimento muito intenso e acelerado, não previsto ou programado.

E foi nesta fase de grande crescimento e migração da população europeia que o ramo imobiliário começa a ter maior impacto na sociedade, no início do século XX.

A chegada dos imigrantes provocou uma verdadeira transformação no país, modificando desde as relações interpessoais à época como a própria estrutura das cidades em si.

Estes, ao mesmo tempo que fugiam dos impactos da guerra e do desemprego na Europa, vinham para o Brasil em busca de um recomeço.

Diversos estados do Brasil são povoados por descendentes destes povos imigrantes, especialmente italianos, alemães… 

Mas as regiões do interior foram sendo mais lentamente afetadas por esta grande transformação social que o país enfrentava.

Como a Imigração Italiana para o Brasil afetou o Mercado

Imobiliário no Século XX?

Com a vinda dos imigrantes europeus para o Brasil, anunciava-se um novo tempo…

Encerrava-se o ciclo da cana e do ouro, iniciava-se o ciclo do café.

Acabara a escravidão, chegaram os imigrantes. Fábricas foram erguidas…

Com este processo todo, nos locais em que as fábricas eram instaladas pequenos ajuntamentos começavam a se formar e, rapidamente, surgiram, próximos a estas fábricas, espaços que concentravam moradias e construções.

É neste momento caótico, em que tantas e tão rápidas transformações aconteciam, que nasce o Agente Imobiliário.

O trabalho deste profissional consistia em ser um especialista em encontrar imóveis para quem precisasse; especialista em resolver este problema para tantas e tantas pessoas que chegavam ao Novo Mundo precisando, literalmente, recomeçar suas vidas.

A Evolução do Mercado Imobiliário

Ainda que a figura do Agente Imobiliário, especialista em encontrar lugares para as pessoas morarem ou comprarem para outros fins, existisse já há muito tempo, foi somente em 1964 que o mercado imobiliário começou a ter configurações mais específicas. 

Com a criação do Sistema Financeiro Habitacional, em 1964, era criado o primeiro serviço de crédito regulamentado, o que foi um marco importante para o setor. 

Nesta mesma décadas, inúmeras transformações ocorriam, afinal, tratava-se do mundo pós guerra!

Com o final da Segunda Guerra Mundial tanto as estruturas sociais quanto a economia haviam sido extremamente afetadas, em todo o mundo. 

Com o desenrolar das políticas imperialistas norte-americanas, os países latinos começavam a enfrentar intensos processos de industrialização. 

Mercado Imobiliário no pós Segunda Guerra Mundial 

Tal processo estava alinhado com as transformações sócio-econômicas mas foi possibilitado, tão somente, pelo desenvolvimento tecnológico. 

E neste ponto este período do pós guerra foi inigualável, uma vez que com o início da Guerra Fria os investimentos em ciência eram cada vez mais altos em países do antigo chamado “primeiro mundo“, o que fez da década de 60 uma das mais transformadores do século XX!

Não à toa, os anos 70 e 80 são marcados no cinema pela avalanche de ficções científicas que de repente começavam a ser produzidas aos montes. Neste período, o ramo imobiliário estava em plena ascensão, em especial pelas políticas de crescimento e expansão territorial dos países apoiados pelos EUA. 

Com um intenso realinhamento geopolítico, o pós-guerra se caracterizou por muitas transformações, sob a égide do neoliberalismo. 

Assim, no desenrolar dos anos seguintes, as novas tecnologias e o comportamento das novas gerações seriam completamente decisivos para que o setor imobiliário sobrevivesse à crise de 2008 e chegasse em 2019 podendo proporcionar aos seus profissionais ferramentas suficientes para vender menos e lucrar mais!

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SOBRE O AUTOR

Guilherme Machado Corretor de Imóveis, Palestrante, Coach, Mestrando em Neuromarketing pela FCU - Florida Christian University/EUA. Especialista em vendas, liderança e negociação com certificação pela University of Michigan/EUA. Com mais de 18 anos de vendas, já transformou mais de 1,5 milhões de profissionais no Brasil com seus cursos, vídeos e palestras.

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