Black Friday é 1.0: NÃO FAÇA!

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Estamos numa época em que por todos os lados somos bombardeados pela febre da Black Friday.

Tanto consumidores quanto empresas parecem, de repente, tomados por um espírito que invade o marketing, as vendas, o orçamento, o quadro de funcionário, os horários de trabalho… enfim.

Há uma comoção geral que, como praxe do mercado 1.0, leva as empresas a agirem quase que num impulso, com a ideia pre concebida de que Black Friday é para todos.

Não, na minha opinião, não é!

E eu vou te explicar porque fazer Black Friday é coisa do Mercado 1.0.

Black Friday no Mercado 4.0

Quem entende a importância de se ter Nicho no Mercado 4.0, certamente, sabe que:

  • construção do seu público
  • a construção da sua marca
  • a relação entre sua empresa e seu público
  • a conquista da sua autoridade

vão muito além dos descontos absurdos para um pico de vendas instável que pode, muito facilmente, sequer compensar ao próprio desgaste de sua execução.

Depois que eu falar para vocês os pontos do porque a Black Friday pode prejudicar a imagem do seu negócio você vai entender o quanto isso é importante.

Mas primeiramente, o que é a Black Friday?

A Black Friday é mais uma data comercial que, com o passar do tempo, ganhou nova conotação e, nos últimos anos, cresceu de forma exponencial no nosso país.

Trata-se de um costume que começou nos Estados Unidos e sua origem, como a grande parte das datas populares, tem mais de uma versão.

Uma das mais propagadas é a que remonta à sexta feira após o Thanksgiving – o Dia de Ação de Graças, feriado tradicional nos EUA e após o qual era aberta a temporada de compras de final de ano.

Com a popularização da Black Friday como um dia de grandes descontos em diversos países e, especialmente, através da Internet, a publicidade rapidamente imbuiu no comercio a falsa ideia de que esta é uma data que todo negócio deve adotar.

Isto não é verdade!

Black Friday: porque nem toda empresa deve aderir 

De certo que para muitas marcas ela tem seu valor, mas antes de sair planejando campanhas, promoções e alegando que “O GERENTE ENLOUQUECEU”, pare e analise bem o seu negócio.

Primeiramente: você tem uma persona para o seu produto, certo?

Se não tem, deveria ter.

Essa persona pode pagar pelo valor do seu produto, certo?

Então porque você vai fazer Black Friday?

Ou melhor, para quem?

Muitas empresas fazem grandes promoções para esta data e além de não conseguirem manter, renovar ou estabelecer relações com o cliente, acabam saindo no prejuízo:

  • Prejuízo financeiro, porque o desconto deve ser algo que se encaixe com o orçamento e o planejamento do negócio.
  • Prejuízo estrutural, porque sua loja – incluindo o e-commerce, que comumente nesta época apresentam problemas em seus sistemas! – pode não conseguir atender de maneira eficiente a alta demanda.
  • E, talvez o maior prejuízo, na minha opinião, o prejuízo na imagem da sua marca.

Black Friday e o perigo da falta de diferenciação

Se o consumidor sabe que seu produto pode ser comprado pela metade do preço na Black Friday porque ele vai comprar com o preço cheio?

Quando o valor da empresa está no preço o cliente que ela vai atrair é aquele que só está interessado em preço, que não prioriza qualidade ou a confiabilidade da marca.

Em outas palavras, Black Friday é a possibilidade para pessoas que não pactuam com a essência e que não se identificam com os valores da sua empresa, da sua TRIBO, entrarem no seu negócio. 

Ao lançar mão de grandes descontos e chamar atenção para eles, pessoas que não fazem parte do seu nicho de mercado vão atrás do seu produto e mesmo aquelas que já são seu público poderão consegui-lo por um valor muito aquém daquele que ele realmente vale.

Pessoas que não valorizam o seu posicionamento, construído com foco e nicho, vão comprar apenas por preço e isso é muito ruim para o valor da sua marca.

Logo, o valor do seu produto passa, de fato, a estar no preço, e não mais na imagem que você tanto custou para construir.

Não se trata aqui de um preconceito com este ou aquele consumidor mas uma questão puramente comercial, mercadológica: para vender é preciso ter nicho.

Ter nicho implica conhecer bem seu público de interesse, suas personas.

Black Friday e sua relação como Nicho de Mercado

Quando você conhece o seu público de interesse, seus esforços são no sentido de oferecer a ele exatamente aquilo que ele precisa, bem como de fornecer a ele um atendimento, em especial após a venda, que mostre a ele o valor que ele tem para sua empresa.

Afinal, a grande diferença das empresas que atuam no Mercado 4.0 e aquelas que ainda estão perdidas frente a este nova economia está no foco do negócio: ele não está mais na venda, mas sim na pessoa. 

Então, você pode até ter um pico de vendas alto durante a época da Black Friday,  mas é um pico falso porque essas pessoas que pagarem barato pelo seu produto não vão comprar em outras épocas do ano. 

Ou pelo menos não é com elas que seu produto conversa e para quem seus esforços são direcionados.

Outro ponto negativo de participar da Black Friday é que como pessoas que não são da sua tribo vão adquirir o seu produto, os seus clientes fiéis, que se identificam com a sua marca, podem passar a não mais se identificar com ela. 

Black Friday não valoriza a sua marca

Você já entendeu que o valor da sua marca não deve estar no preço dos seus produtos ou serviços  mas sim na sua essência e na experiência que ela proporciona.

Vender um preço é coisa do mercado 1.0.

Na nova economia, no Mercado 4.0, você vende experiências, essência e valores.

Você transforma o problema que leva seu cliente até você, sara a dor dele e lhe oferece uma solução.

A relação que se cria com o cliente no Mercado 4.0 tem muito mais valor que qualquer desconto de Black Friday.

Black Friday: sua marca precisa realmente dela?

Como você viu até aqui, o posicionamento de mercado é fundamental para o crescimento das marcas.

Aquelas que não se posicionam não tem base para estabilidade e crescimento.

Participar da Black Friday por força da ocasião e do costume é simplesmente se juntar à manada.

O Mercado 4.0 exige pensamento disruptivo!

Exige pensar diferente, de forma individualizada, caso a caso.

Entendendo a importância de valorizar seu nicho você entende que a Black Friday é incoerente com os esforços de posicionamento que sua empresa deve empregar.

Grandes marcas de roupa, por exemplo, não praticam Black Friday pois sabem o quanto custa o seu próprio brand.

Assim, quando tem roupas que precisam vender porque não saíram da loja, em vez de colocar um preço baixíssimo, elas mandam para as outlets.

A outlet nada mais é do que uma loja, com várias marcas de produtos que não venderam na loja origial. É como se fosse uma Black Friday eterna dessas marcas.

Mas o conceito de Outlet é bem diferente da ideia de Black Friday, o que valoriza ainda mais a roupas da marca em vez de desvalorizá-las.

Por isso, não venda PREÇO, venda valor!

No dia 29 de Novembro, nós da conexão QR vamos fazer um BOOOOOM no Instagram!!

Nós fizemos uma arte exclusiva para cada um de vocês e vamos todos postar JUNTOS para mostrar que não vendemos preço e sim VALOR!

 

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SOBRE O AUTOR

Guilherme Machado Corretor de Imóveis, Palestrante, Coach, Mestrando em Neuromarketing pela FCU - Florida Christian University/EUA. Especialista em vendas, liderança e negociação com certificação pela University of Michigan/EUA. Com mais de 18 anos de vendas, já transformou mais de 1,5 milhões de profissionais no Brasil com seus cursos, vídeos e palestras.

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